III Encontro Indústria, História, Património
Título
Vieira Guimarães e o património industrial de Tomar (1895-1898)
Autores
João Amendoeira Peixoto
CEHFCI – Universidade de Évora
Ana Cristina Martins, Ph.D.
IHC NOVA FCSH – Pólo Universidade de Évora
Resumo
José Vieira da Silva Guimarães (1864-1939) tomarense formado em Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, onde conclui o curso em 1897, dedicou parte da sua vida à valorização do património cultural de Tomar.
Em 1895 incentiva a criação das comemorações do centenário de D. Gualdim Pais (1195-1895), em que, incorporado nas mesmas, organiza uma exposição industrial em Tomar com a publicação do respetivo Catálogo da exposição concelhia industrial – agricola de Thomar.
A publicação de livros é uma constante na vida de José Vieira Guimarães, onde Tomar é o ponto de partida das suas obras e intenções, tendo sido deputado da nação, arqueólogo, professor de Geografia e História no Liceu Camões em Lisboa, assim como, se tornou diretor da Sociedade Propaganda de Portugal com outras participações em associações e academias, tais como a Associação dos Arqueólogos Portugueses e a Academia das Ciências de Lisboa.
Na contenda da exposição tomarense, Vieira Guimarães apela a que o Centenário da índia de 1898 tenha passagem igualmente pelo Convento de Cristo. Neste ano, incorporado nesta celebração acontece o Congresso Internacional de Imprensa que inclui uma excursão organizada à região industrial de Lisboa a Tomar; através da iniciativa concebida pela Associação Comercial de Lisboa, Associação Comercial de Mercadores de Lisboa e pela Associação Industrial Portuguesa, com a publicação de uma memória descritiva que contempla a história e indústria nabantina.
Torna-se crucial o estudo do contributo de José Vieira da Silva Guimarães para a valorização do património cultural de Tomar, entender os seus propósitos e motivações, incidindo nos centenários de 1895 e 1898, em que a indústria tomarense surge em destaque.
