Os Médicos na História de Tomar

Uma viagem pelo corpo clínico, práticos antigos, cirurgiões militares e cientistas que moldaram a saúde pública, a política e o desenvolvimento social da região nabantina.

No decurso do século XIX, a medicina sofreu uma profunda transformação impulsionada pelo método científico, pela experimentação e pelas novas teorias evolucionistas, que permitiram a criação de novos instrumentos e métodos de diagnóstico, prognóstico e terapêutica.

Com este notório progresso, a arte de prevenir e curar ganhou novos alicerces na gestão da saúde. O médico deixou de estar limitado a uma ação individual sobre o doente e passou a assumir um papel central e ativo na saúde pública, participando no planeamento urbano, nas ações de higienização e na tomada de decisões em situações de crise, sempre com base num conhecimento científico justificado.

Esta nova autoridade, aliada à ascensão da medicina hospitalar em que os hospitais deixaram de ser meros espaços de assistência aos pobres para se transformarem em espaços “medicalizados” vocacionados para tratar, identificar e classificar as doenças, conferiu aos clínicos um enorme prestígio social. Revestidos da capacidade de observar, estudar e melhorar a sociedade, os médicos viram as portas abertas para entrar nas academias científicas e na própria esfera do poder político.

No caso específico de Tomar, esta metamorfose foi bastante evidente. O poder médico passou a coexistir com o poder político em prol da saúde da população. Organizados através do Partido dos Médicos (lugar destinado a especialistas clínicos com ordenado por via de um contrato com um determinado município ou instituição, denominam-se de médicos do Partido), os clínicos nabantinos atuaram como agentes de autoridade sanitária, fomentando e liderando estratégias de decisão durante crises graves, como a epizootia de 1822 e as mortíferas epidemias de Cólera Mórbus (1833 e 1856) e febre amarela (1873). Para além do trabalho prático exercido no Hospital da Misericórdia de Tomar e no Hospital Militar do Convento de Cristo, os médicos assumiram os mais altos cargos da administração local, tornando-se Vereadores, Administradores do Concelho e Presidentes da Câmara.

É precisamente neste contexto de transição, onde a afirmação científica se cruza com o elevado prestígio social e o envolvimento cívico, que emergem os grandes rostos da clínica nabantina. Apresentam-se, de seguida, alguns dos nomes que protagonizaram a saúde e a vida de Tomar durante os séculos XIX e XX:

1. Figuras Eminentes e Mestres (Séc. XIX – XX)

Clínicos que cruzaram a prática médica com a intervenção política, cultural e científica nacional.

Dr. José Vieira da Silva Guimarães (1864-1939)

Médico-cirurgião, professor liceal, arqueólogo e investigador natural de Tomar. Formou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa no ano letivo de 1892/1893 e apresentou a sua tese de conclusão de curso, Dyspepsia Sarcinica, em 1897. Abriu o seu primeiro consultório em Tomar na casa onde nasceu. A sua formação científica aliada aos seus valores patrióticos levou-o a afirmar-se como o grande promotor da região. Envolveu-se no estudo histórico, provou a localização da cidade romana de Seilium, defendeu a conservação do Convento de Cristo e impulsionou a utilização terapêutica das águas do Agroal.

Dr. João Maria de Sousa (1836-1905)

Médico formado pela Universidade de Coimbra e influente político local, natural da aldeia de Porto da Lage. Além da intensa atividade clínica na Misericórdia e no “Partido dos Médicos”, exerceu cargos de relevo como Subdelegado de Saúde e vereador municipal. Politicamente oposto a Vieira Guimarães, publicou em 1903 a obra de cariz sensacionalista Notícia descritiva e histórica da cidade de Thomar, que serviu como uma manobra literária de rivalidade contra o prestígio que o jovem clínico alcançara com o seu livro “A Ordem de Christo”.

Dr. Francisco da Silva Magalhães (1838-1886)

Médico, ilustre cirurgião e jornalista natural de Tomar. Após formar-se em Coimbra em 1866, celebrizou-se pela qualidade clínica no Algarve (sendo aclamado como o “Deus do Algarve”) e seguiu a carreira ultramarina, trabalhando em Macau e Timor como tenente, professor e clínico. Republicano convicto, colaborou assiduamente com os jornais locais como A Emancipação e A Verdade sob pseudónimo. No seu funeral, o ainda jovem estudante Vieira Guimarães teceu-lhe uma profunda homenagem discursando e apelidando-o de “mártir da ciência e benemérito cidadão”.

Dr. António Germano Bento Rodrigues de Faria (Séc. XIX)

Médico do Partido e figura proeminente do poder político nabantino durante o século XIX. É um exemplo cabal da transição dos médicos para a esfera das decisões governativas: foi eleito Administrador do Concelho em 1837, integrou comissões camarárias para a redação dos Anais do Município e assumiu a presidência da Câmara Municipal Cabralista na década de 1840. O seu papel foi fundamental na resposta a calamidades públicas em Tomar, como nas difíceis vagas epidémicas da Cólera.

Dr. Joaquim António Jacinto (1816-1906)

Nascido em Pedrógão Grande, formou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e fixou residência em Tomar. Em 1862, num ato revelador da sua fama, foi nomeado Médico do Partido em Tomar através da aclamação dos populares (que exigiram a anulação de outro nomeado). Aposentou-se apenas em 1890, tendo a sua atividade clínica sido marcada pelo controlo de doenças e pela fiscalização das condições sanitárias, sendo frequentemente convocado pela Câmara para inspecionar águas e surtos epidémicos.

Dr. José Pereira Mendes (Séc. XIX)

Doutor em Medicina pela Universidade de Paris e Lente jubilado de Patologia Interna da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Profissional de higiene e vacinação na capital, ascendeu a 7.º Presidente da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa (1851/1852). Foi Presidente da Câmara de Tomar em 1879, revelando notória simpatia por ideais democráticos ao patrocinar o jornal republicano A Emancipação, facto que o tornou uma figura imponente capaz de inspirar o jovem estudante Vieira Guimarães a almejar cargos de idêntico poder.

Dr. João Rodrigues Pena (Séc. XIX/XX)

Clínico formado pela Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa (1882) e político do partido Progressista, com vasto envolvimento cívico em Tomar. Estabeleceu consultório na Praça D. Manuel e tomou a seu cargo o atendimento de diversas freguesias rurais e do Montepio local. Notabilizou-se pelo rigor científico na intervenção médico-legal, especialmente quando, em 1892, a sua avaliação a um cadáver em decomposição no rio Nabão revelou um assassinato, o que conduziu a detenções, provando o valor cívico do conhecimento médico na região.

Dr. Bernardino Egídio da Silveira e Castro (Séc. XIX)

Médico do Partido local nas décadas de 1820 e 1830 e forte apoiante dos ideais liberais. Em virtude das suas posições políticas, foi encarcerado em Abrantes entre 1829 e 1832 sob o regime de D. Miguel. Retomada a sua atividade clínica, defendeu de forma inflexível a saúde da população: enquanto Almotacé em 1824, exigiu um rigoroso controlo da carne comercializada durante um surto de epizootia (doença animal), impedindo a venda de gado doente na cidade e reforçando o papel da fiscalização sanitária municipal.

Dr. Miguel Bombarda (1851-1910)

Referenciado não como natural de Tomar, mas como uma figura incontornável da Medicina portuguesa e mestre do Dr. Vieira Guimarães. Foi ilustre médico, diretor do Hospital de Rilhafoles e professor de Fisiologia na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Revolucionou a psiquiatria no país. Influenciou profundamente Vieira Guimarães, ensinando-lhe que certas lendas míticas (como a gravidez na Lenda de Santa Iria ou a personalidade de D. Sebastião) poderiam ser explicadas não como factos milagrosos, mas como patologias psiquiátricas despoletadas por fortes pressões emocionais e hereditariedade.

Dr. Cândido Nunes Madureira (1875 – 1931)

O Dr. Cândido Nunes Madureira foi uma figura destacada da vida médica, cívica e patrimonial de Tomar nas primeiras décadas do século XX. Médico municipal, clínico respeitado e benemérito, afirmou-se não apenas pelo exercício da medicina, mas também pelo seu envolvimento ativo em instituições de assistência e de valorização da memória local.

A sua ascensão académica foi assinalada com entusiasmo pela imprensa tomarense. Em agosto de 1899, quando frequentava ainda o 3.º ano da Escola Médica de Lisboa, o jornal A Verdade saudava-o como “um novo filho da terra”, reconhecendo desde cedo o mérito do seu percurso. Concluiu a formação em Medicina em 1901, ano em que publicou a tese Breves considerações sobre o rim móvel e seu tratamento.

Já como clínico estabelecido em Tomar, conquistou estima pública pelo seu serviço à comunidade e pela relevância do seu papel no hospital local. Exerceu funções de Médico Municipal, prestando cuidados essenciais à população, e distinguiu-se igualmente na esfera assistencial como Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, onde o seu nome ficou associado a uma ação social de forte impacto local.

A sua intervenção ultrapassou, contudo, o campo estritamente médico. Em 1918, foi o sócio n.º 2 e um dos cofundadores da União dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo (UAMOC), testemunhando um compromisso claro com a defesa e valorização do património histórico tomarense. Esta participação revela uma personalidade profundamente integrada na vida cultural e cívica da cidade.

Falecido em 1931, Cândido Nunes Madureira deixou uma marca duradoura na memória coletiva de Tomar. Em homenagem ao seu legado, a antiga Rua da Graça passou a ostentar o seu nome, perpetuando na toponímia urbana a recordação de um homem cuja dedicação à saúde, à solidariedade e ao património o tornou uma referência local.

2. Sangradores, Barbeiros e Práticos Antigos

A herança da medicina prática no século XVIII, antes da afirmação das escolas académicas cirúrgicas.

João Nunes do Paço (Ativo em 1739)

Em 1739, recebeu licença do Cirurgião-Mor do Reino para exercer as funções de Barbeiro-Mor em Tomar, estando autorizado a “sangrar, sarrafar, lançar ventosas e sanguessugas, e tirar dentes”. No mesmo ano, foi-lhe conferido o título de “Meio Cirurgião”, o que lhe permitia tratar feridas simples.

Salvador Ferreira (Ativo em 1739)

À semelhança de João Nunes do Paço, foi examinado e formalmente autorizado pelas instâncias do Reino, em 1739, a exercer as funções de Barbeiro-Mor na região de Tomar.

3. Médicos e Cirurgiões Militares

Clínicos de campanha que deram resposta a cenários de guerra, conflitos civis e grandes catástrofes locais.

Dr. Francisco Alves da Silva (Séc. XIX)

Médico que integrou o primeiro hospital militar moderno em Tomar (estabelecido no Convento de S. Francisco) durante a ocupação do exército espanhol em 1807/1808. Destacou-se por ter continuado a prestar serviços gratuitamente no hospital militar, numa altura em que a vila carecia profundamente de clínicos.

Dr. João António de Góis (Séc. XIX)

Primeiro cirurgião do exército invasor espanhol em 1807. Ajudou voluntariamente o cirurgião do Partido da vila e, em 1811, assumiu funções fixas para substituir Carlos António de Sousa Cota quando este seguiu com as tropas anglo-lusas.

Dr. M. Gomes dos Santos e Gaspar da Silveira (Séc. XIX)

Elementos fundamentais da assistência militar em 1807 no hospital montado pelas tropas espanholas em Tomar: o primeiro atuou como fiel ajudante do primeiro cirurgião, e o segundo como ajudante direto do enfermeiro-mor do complexo.

Dr. Moutinho (Séc. XIX)

Médico-cirurgião militar e “cirurgião mór” do Regimento de Infantaria 11. Em 1887, acorreu com extrema prontidão ao Hospital da Misericórdia para prestar socorro urgente e operar os feridos resultantes da trágica queda de uma bancada na praça de touros de Tomar, respondendo ao apelo do Provedor.

4. Os Clínicos Intervenientes no “O Caso de Tomar”

O corpo clínico do século XIX focado no controlo de crises municipais, política de saúde e grandes surtos epidémicos.

Dr. Francisco Nunes Pinheiro (Séc. XIX)

Médico e abastado proprietário de uma adega (e antiga fábrica de aguardente). Durante a invasão francesa de 1808, protagonizou um ato célebre ao mandar abrir os tonéis de vinho nas ruas para evitar que as tropas francesas se embriagassem e cometessem atrocidades. Prestava auxílio voluntário e gratuito aos doentes da vila.

Dr. Carlos António de Sousa Cota (Séc. XIX)

Também registado nos arquivos municipais como António de Sousa Cotta.

Cirurgião do Partido que, em 1811, abandonou Tomar para seguir com o exército anglo-luso. Foi eleito cirurgião do Hospital da Misericórdia em 1830, com a obrigação de visitar os doentes duas vezes por dia. Destituído do cargo por motivos políticos após o fim da Guerra Civil, em 1834, lutou pelos seus direitos e conseguiu ser formalmente reintegrado nas funções em 1842. Já em idade avançada, ainda combatia ativamente na linha da frente contra a epidemia de Cólera Mórbus, em 1856.

Dr. Silvério António da Graça (Séc. XIX)

Médico de prestígio nomeado oficialmente pela Câmara Municipal para substituir com urgência Carlos António de Sousa Cota no ano de 1808.

Dr. João José Leite de Mesquita (? – 1814)

Médico do Partido contratado em 1811, numa fase crítica em que a guerra deixara Tomar desprovida de clínicos. Faleceu em 1814 e foi amplamente elogiado pelas atas municipais por ter atuado sempre “com prontidão, caridade e desinteresse”.

Dr. Joaquim Alves de Araújo (Séc. XIX)

Médico formado na Universidade de Coimbra que, em 1814, aceitou assumir o cargo municipal para colmatar as graves faltas de pessoal no Partido Médico de Tomar.

Drs. José Xavier e Agostinho Albano da Silveira Pinto (Séc. XIX)

Pai e filho, formados em Coimbra. O pai assumiu funções em 1814, mas foi criticado por tratar mal os pobres e ser ambicioso com ordenados, acumulando cargos na Misericórdia e fábricas. O filho tomou posse em 1815 sob contestação de acumulação familiar, tornando-se mais tarde Médico da Real Câmara (1827) e autor científico.

Dr. Francisco António de Almeida (Séc. XIX)

Natural da aldeia da Cruz, tomou posse com distinção no segundo Partido dos Médicos criado oficialmente pela governhação em 1814.

Dr. António Peixoto de Almeida (Séc. XIX)

Médico formado no estrangeiro cuja contratação, em 1818, dividiu a cidade: a Nobreza apoiava-o, mas o Povo exigia um médico formado em Coimbra (o Dr. José Ferreira Lima). Acabou aceite e, décadas depois (1856), chegou a vereador da autarquia.

Dr. António Joaquim Ferreira dos Reis (Séc. XIX)

Tomou posse como Almotacé em 1825, trabalhando de perto com o corpo clínico municipal no controlo sanitário e na fiscalização rigorosa da carne proveniente de animais doentes na cidade.

Drs. A. G. da Silva Barreto e José dos Santos Carvalho (Séc. XIX)

O primeiro (médico do Rabaçal) e o segundo (clínico provisório) uniram esforços e reforçaram com urgência a Comissão de Saúde Pública de Tomar para tentar conter a gravíssima epidemia de Cólera Mórbus em 1833.

Dr. José Antunes Maia (Séc. XIX)

Ilustre clínico que integrou a comissão administrativa e diretiva da Santa Casa da Misericórdia de Tomar no ano de 1845.

Dr. Francisco Lopes de Oliveira Velho (? – ant. 1854)

Médico falecido pouco antes de 1854, que exerceu atividade clínica regular e de relevo na cidade, embora não pertencesse aos quadros fixos da Câmara.

Dr. Jerónimo Pereira da Silva (Séc. XIX)

Médico do Partido destacado com plenos poderes em 1856 para atuar na linha da frente e combater mais uma agressiva vaga de Cólera Mórbus que assolou o concelho.

Dr. José Maria da Encarnação (Séc. XIX)

Nomeado em 1857. A Câmara teve de lhe exigir formalmente, em 1860, que passasse a residir dentro dos limites da cidade, após um cidadão não o ter conseguido localizar durante uma grave situação de emergência noturna.

Dr. Joaquim Vitorino Cardoso (Séc. XIX)

Natural de Mangualde, foi convidado pela autarquia em 1862, mas a população pressionou fortemente a Câmara alegando “ilegalidade”, forçando a anulação do convite para colocar o popular Dr. Joaquim António Jacinto no seu lugar.

Dr. António Heitor Deus (Séc. XIX/XX)

Assumiu o novo Partido Médico criado em 1882 especificamente para descentralizar os cuidados e levar a medicina às freguesias rurais (Serra, Olalhas, Junceira, etc.). Posteriormente (1913), tornou-se diretor clínico da Fábrica de Papel de Porto de Cavaleiros.

Equipa Clínica da Misericórdia (c. 1933)

Constituída pelos médicos efetivos e auxiliares Dr. Augusto Correia Júnior, Dr. José Tamagnini, Dr. José de Oliveira Batista, Dr. Manuel Gonçalves da Silva e Dr. Manuel Duarte Proença, que asseguravam em conjunto a totalidade dos serviços do Hospital da Misericórdia de Tomar por volta de 1933.

Para além dos protagonistas da vida clínica e política tomarense, a investigação em torno do percurso académico e científico do Dr. Vieira Guimarães revela também uma vasta rede de colegas, mestres e colaboradores que importa registar:

5. Colegas de Curso e de Profissão

Colegas da turma de 1892–1897 da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, identificados no jantar de confraternização de 1936 organizado por Vieira Guimarães. Estão entre os 18 quintanistas de 1897:“Thomar, a nobre cidade de Gualdim Paes devido aos esforços do nosso conterraneo e amigo, sr. José Vieira da Silva Guimarães, que não perde as occasiões de tornar conhecida e admirada a terra que lhe foi berço; acaba de ser visitada pelos alunnos do quinto anno da Escola Medico Cirurgica de Lisboa, que aqui vieram realizar o seu jantar de despedida.“ (Jornal A Verdade, abril de 1897)

Dr. Borges de Sousa (Séc. XIX/XX)

Colega de curso de Vieira Guimarães na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, viria mais tarde a presidir à Sociedade dos Médicos de Lisboa.

Dr. João Maria da Costa (Séc. XIX/XX)

Colega de curso, estabeleceu clínica em Alpiarça, onde se destacou também como importante vinicultor da região.

Dr. Francisco Ferreira dos Santos (Séc. XIX/XX)

Colega de curso que seguiu carreira ultramarina, vindo a tornar-se Cirurgião-mor dos Hospitais de Lourenço Marques.

Dr. João Belo Moraes (Séc. XIX/XX)

Colega de curso, estabeleceu a sua clínica na vila do Crato.

Dr. Joaquim Matos Coutinho (Séc. XIX/XX)

Colega de curso, exerceu medicina em Alpiarça.

Dr. Alberto Martins dos Santos (Séc. XIX/XX)

Colega de curso, clínico na vila do Bombarral.

Dr. Tiago Sales (Séc. XIX/XX)

Colega de curso, manteve consultório clínico em Lisboa.

Dr. Joaquim da Silva Pereira (Séc. XIX/XX)

Amigo chegado e colega de curso de Vieira Guimarães. Acompanhou-o em viagem a Tomar e forneceu observações gástricas que se revelaram importantes para a elaboração da sua tese sobre a Dyspepsia Sarcinica.

6. Mestres da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa

Os professores sob cuja tutela Vieira Guimarães estudou e defendeu, em 1897, a sua tese de licenciatura.

Dr. Manuel Nicolau Bettencourt Pitta (1826-1905)

Diretor da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e conceituado Professor de Patologia Médica.

Dr. José Curry da Câmara Cabral (1844-1920)

Professor de Medicina Operatória. O seu nome viria a batizar, mais tarde, um dos mais importantes hospitais de Lisboa.

Dr. João Ferraz de Macedo (1838-1907)

Professor de Clínica Médica e pioneiro, em Portugal, no estudo da causa bacteriana da dispepsia. Foi quem inspirou e avaliou o trabalho final de Vieira Guimarães.

Dr. Sabino Maria Teixeira Coelho (1853-1938)

Professor de Patologia Cirúrgica na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa.

Dr. Manuel Vicente Alfredo da Costa (1859-1910)

Professor da Secção Cirúrgica, introduziria o ensino moderno da Obstetrícia na escola, em 1899.

Dr. José António Arantes Pedroso (Séc. XIX)

Médico-cirurgião e Lente de Patologia Externa, recordado por Vieira Guimarães como o seu “saudoso mestre”.

7. Outras Figuras e Colaboradores Científicos

Outros nomes ligados ao seu percurso académico e científico, mencionados na sua tese (do curso de medicina de Vieira Guimarães) e investigação.

Dr. Francisco da Silva Teles (1860-1930)

Formado na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, foi médico naval, professor universitário e, em 1929, Ministro da Instrução Pública.

Dr. Eduardo Burnay (1853-1924)

Médico, delegado de saúde de Lisboa e professor de Zoologia na Escola Politécnica. Vieira Guimarães agradece-lhe, na sua tese, como amigo e mestre.

Dr. Inácio Francisco Tamagnini (1731-1805)

Médico da corte da rainha D. Maria I de Portugal. Era tio de D. Ângela Tamagnini, que residiu em Tomar e foi pioneira na introdução e aplicação prática da vacina em Portugal.

Dr. Joaquim Bernardo de Sousa (Séc. XIX)

Bacharel formado em Medicina, natural de Gouveia. Convidado em 1857 para o Partido dos Médicos de Tomar, não chegou a tomar posse, sendo a nomeação anulada.

Dr. Charles Lepiérre (1867-1945)

Renomado químico e analista a quem a Câmara Municipal de Tomar encomendou o estudo laboratorial e químico das Águas do Agroal.